quinta-feira, 25 de abril de 2013

Último suspiro

Pedi pra que não me deixassem calar.
Aos céus,
aos ventos,
aos mares,
á terra.
Nenhum quis me ouvir.
Não me deixaram pensar.
Nem falar.

Corri até onde aguentei.
Enfrentei dragões, lobos, leões
e ninguém viu, ninguém fez questão de ver.
Foi então que gritei minhas dores,
e me fizeram calar.

Calarei,
sim, calarei.
É o que o céu quer,
é o que o vento mandou dizer
que o mar sussurrou á terra
para me ensurdecer, e me calar.

Assim, será.
Morrerei.


25.04.2013

4 comentários:

  1. O silencio, guiando rostos para o nada
    A lamina que mutila, silenciosamente afiada
    Erguendo-se no vento, atingindo o chão
    O som sem sentido, guiado para atingir o coração

    Furia do impaciente, vitoria do covarde
    Ergo a lamina em busca da sincera verdade
    Lembro-me da visão e busco observar
    A fobia de uma história que se recusa a acabar

    A lamina quebrada, o silencio do fim
    A chuva pesada que cai sobre mim
    O silencio tem alguma coisa para dizer
    O quanto devemos gritar ou apenas, morrer...

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  2. Saudades, são inexplicáveis.
    Eu sei, não posso pensar nestas coisas...
    Eu gosto muito mesmo de ti...
    E sim, faria de tudo por ti...
    Mas...
    "coca cola" -> vc sabe...

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  3. Coca cola?

    Por que tu não te mostra de uma vez, hein, anônimo? :x

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