quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Poeta

Pergunto-me: por que o poeta e a tristeza são tão intimos amigos?
Por que adoecem de saudade se nada daquilo se foi de fato?
Me questiono por que apaixonar-se pela dor continuada de eventos inexistentes, e embriagar-se de suposições levianamente melancolicas, enquanto o mundo o assiste trancado em seus próprios medos.
Poetas são fontes de aguas escuras, que ninguem compreende ou enxerga o bom. Poetas são anões gigantes, que suportam dores e tristezas que sequer são reais.
O verdadeiro poeta é aquele que, na sua inquietude desgostosa, suportando toda e qualquer dor, compreende as verdades da vida e as transborda, enxarcando o papel à sua mão.
Poeta é aquele que, nas tristezas que o mundo lhe entrega à porta, encontra um sorriso para outro.
Poesia é gerar em alguem, o sorriso amargo da minha tristeza.

Thiago Sanches - 29.12.2011
Muito Obrigada, moço,
pelo meu sorriso! *-*

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vem logo!




 Quando me faltam forças
é você quem procuro.
Quando a brisa toca meu rosto,
é de você que lembro.
Quando os raios do sol cegam meus olhos
é que vejo os teus,
no mais profundo dos meus.
Quando acordes vibram em meus ouvidos,
é sua voz que me vem na lembrança.
O que faço quando nao aguento mais?
quando me faltam mais forças pra viver assim,
sem teu cheiro em minha roupa...
sem teus labios perto dos meus...
sem o calor de tuas maos sob meu corpo...
o que faço?

Preciso de voce denovo.
e denovo, em minha vida.
Não demore...
minha paciencia é grande, mas tem seus limites.
Preciso do calor da tua boca pertinho da minha,
dizendo tudo que quero ouvir..
tudo que quero que faça.
Preciso da tua pele na minha..
Preciso, sempre, de você.
Me tire essa angustia,
Acabe com minha pressa.
Me dê asas.
Me liberte.
Logo!


28.12.2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Me



Me pega
me usa
me abusa
me ganha
me arranha
me apanha
me cativa
me ativa
me delicia
me deprecia
me acaricia
me esquecia,
me vou!
e antes que voce vá
me deixe um beijo
dois beijos
tres beijos,
teus beijos
todos eles
pra não me esquecer,
nem te esquecer,
jamais esquecer o que nunca existiu, ainda.


21.12.2011

Espero




No vazio do meu quarto
papel e caneta na mão.
Conto os segundos,
ansciosamente,
para o dia seguinte.
Para o segundo seguinte.
Neste vazio escuro te vejo, de novo,
E tudo denovo:
Os teus olhos reencontrando os meus,
teus braços me sustentando,
demoradamente, em abraços.
E um reabraço, pra continuar o outro...
Como não conseguir só pensar nisto?
Me diga!
Minhas palavras nestes versos dançam,
rápido.
Lembro, quero, espero.
Lembro da brisa em meu rosto,
dos passos leves no gramado,
das mãos dadas até ali...
Quero teus labios nos meus,
teu corpo no meu,
como se, pra algum sempre,
fosse meu.
Espero.


21.12.2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Meus sentidos te querem





E com esta vontade, como faz?
Como faz pra te ver, sem ver?
Como faz pra te sentir, de longe?
Como faz pra te ter aqui, perto?
Esta vontade de ver teus olhos,
o tempo todo olhando para os meus,
como se fossem espelhos...
Da tua pele tão proxima a minha,
como se fosse a tua,
bem de perto...
Da força dos teus braços
em abraços prolongados,
sem pressa nenhuma do tempo passar
ou parar
ou nunca mais voltar..
E esta vontade da tua voz?
em sussuros perto do meu ouvido
me tirando a razão..
E desta boca sedenta,
sempre roubando meu ar,
com estes teus beijos quentes,
envolventes, intensos, extensos.
Meus sentidos te querem novamente, logo!
Te querem por completo
Como se a brisa que move meus cabelos
estivesse namorando com eles,
Como se os raios de sol invadissem nossa pele
sem pudor,
por pura vontade de ser,
de nos pertencer..
Meus sentidos querem os teus.
Pra quando anoitecer, ninguem mais dormir
só quando amanhecer, se perceber que as estrelas
já se foram.


14.12.2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Por tua culpa



Sim, demorei a dormir.
A culpa é sua. Toda sua.
A culpa é sua por me tirar o fôlego.
É toda sua, por me arrancar este sorriso.
Por eu me sentir a melhor pessoa do mundo nos teus braços.
Por me deixar encabulada, corada. (e depois rir da minha cara)
Por chamar a chuva quando o sol estava lindo.
A culpa é toda sua por me roubar o sono, ainda de dia..
sussurrando ao pé do meu ouvido..
Me fez sentir livre.
Me fez sentir o que jamais tinha sentido.
Me fez sentir,
ver,
ouvir no silêncio..
que não há silencio..
Os pássaros cantam!
E a brisa fresca também conversa conosco. No silencio dela.
A culpa é toda sua se me faltam palavras, se me faltam respostas.
A culpa é toda sua se eu fecho os olhos e pareço flutuar..
Se ao fechar os olhos eu só queira te beijar.
E se ao fechar os olhos nada em torno mais importar..
é tudo culpa sua!


10.12.2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Me levem



Mil ventos, leves,
sorrateiros, me levam ao teu encontro.
Me abraçam, leves,
os ventos, que te trouxeram.
Que me carreguem, mil vezes,
e que me levem
Pro longe mais perto que houver, de ti.
Pro perto mais longe que não houver, de mim.
Só assim, quando existir saudade
poderei matá-la sem dó.
Sem piedade, antes que ela me mate.


04.12.2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O primeiro, amor?



Sempre assim, ela o via todos os dias, mas ainda não tinha se acostumado.
Era automático, ele simplesmente dizia um oi e ela pulava de alegria por dentro.
Ela sentia, sentia que havia alguma coisa. Ela tinha esperanças de que ele sentisse alguma coisa também. Não poderia ser em vão.
Mas ela o via com outras, seria para fazer ciúmes ou porque ele nem a notava?
Tantas dúvidas, tantos sentimentos.
Ela se sentia insegura, tinha vontade de falar, mas tinha medo de ouvir a resposta.
Assim se passou algum tempo, nada mudou. A mesma rotina feliz, porém triste de todos os dias.
Ela dava indiretas, ela tentava de algum modo fazer com que ele percebesse que ela queria mais do que amizade. Mas ele nada entendia, ou nem mesmo percebia.
Ocasionalmente eles conversavam, ele olhava para ela, mas ela não sabia o que se passava na cabeça dele. Será que ele pensava a mesma coisa que ela? Será que o que os olhos dela falavam, os dele diziam a mesma coisa?
Como saber, sem perguntar com palavras.. ?
Dúvidas, muitas dúvidas. Vontades.. sim, muitas também..
Resultados? Paira o silêncio.
Às vezes ele chegava perto, para perguntar ou falar de algum assunto, e ela tinha vontade de agarrá-lo e não soltar mais, mas se controlava, porque seria loucura.
Os amigos dela já tinham percebido o que ela sentia por ele, todos perceberam, menos quem ela queria que percebesse.
Será que algum dia ele entenderá? Será que algum dia ela desistirá? Será que algum dia eles serão felizes juntos?
Não se sabe, ninguém sabe.
Se houver amor, o futuro reservará uma linda história, caso não, paciência.
O mundo não pode parar, ele continuará girando.



Escrito por Júlia Roberta Lanzini (minha amiga lindona, de 13 aninhos, de Campinas do Sul - RS)
e Bruna Isabela Daniel.
04.12.2011