sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O primeiro, amor?



Sempre assim, ela o via todos os dias, mas ainda não tinha se acostumado.
Era automático, ele simplesmente dizia um oi e ela pulava de alegria por dentro.
Ela sentia, sentia que havia alguma coisa. Ela tinha esperanças de que ele sentisse alguma coisa também. Não poderia ser em vão.
Mas ela o via com outras, seria para fazer ciúmes ou porque ele nem a notava?
Tantas dúvidas, tantos sentimentos.
Ela se sentia insegura, tinha vontade de falar, mas tinha medo de ouvir a resposta.
Assim se passou algum tempo, nada mudou. A mesma rotina feliz, porém triste de todos os dias.
Ela dava indiretas, ela tentava de algum modo fazer com que ele percebesse que ela queria mais do que amizade. Mas ele nada entendia, ou nem mesmo percebia.
Ocasionalmente eles conversavam, ele olhava para ela, mas ela não sabia o que se passava na cabeça dele. Será que ele pensava a mesma coisa que ela? Será que o que os olhos dela falavam, os dele diziam a mesma coisa?
Como saber, sem perguntar com palavras.. ?
Dúvidas, muitas dúvidas. Vontades.. sim, muitas também..
Resultados? Paira o silêncio.
Às vezes ele chegava perto, para perguntar ou falar de algum assunto, e ela tinha vontade de agarrá-lo e não soltar mais, mas se controlava, porque seria loucura.
Os amigos dela já tinham percebido o que ela sentia por ele, todos perceberam, menos quem ela queria que percebesse.
Será que algum dia ele entenderá? Será que algum dia ela desistirá? Será que algum dia eles serão felizes juntos?
Não se sabe, ninguém sabe.
Se houver amor, o futuro reservará uma linda história, caso não, paciência.
O mundo não pode parar, ele continuará girando.



Escrito por Júlia Roberta Lanzini (minha amiga lindona, de 13 aninhos, de Campinas do Sul - RS)
e Bruna Isabela Daniel.
04.12.2011

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