domingo, 30 de dezembro de 2012

Eternizar-te



Parei meus olhos
Olhei bem fundo nos teus e eternizei-te.
Os olhei novamente,
no castanho brilhante, e vi o mundo inteiro parado.
E girando.

Respirei fundo para acordar,
mas o sonho não quis.
Encontrei teus lábios e morri.
Mas eles não deixaram.
Quiseram continuar bem vivos para beijar-te mais.

Eternizo-te desde tempos.
Eternizo-te pra te ter por tempos.
Que é pra quando longe estiver, continuar perto.
Que é pra quando voltar, ver que esteve aqui.
Que é pra quando o resto acabar, só precisar ainda,
e antes,
vislumbrar-te e sorrir.

Tenho algo a dizer-te
que minhas palavras não sabem
que minha língua não sabe, e não diz, e não mostra
mas quer dizer.
Tenho algo a dar-te, 
mas em segredo, sendo só para ti, só.
Sendo presente, lembrança, só a ti.

Tenho novas lembranças pra eternizar em tua memória,
em segredo, em sonho
em viagem, só para ti.
Por isso eternizo-te.
Pra ter-me só para ti, e ter a ti.

Eternizo-te para nunca perder-te,
para nem querendo esquecer-te
e mesmo se quisesse, assim mesmo,
ter-te.


30.12.2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Tempo escasso



Tempo escasso.
Tempo pra te olhar bem nos olhos, escasso.
E vai se perdendo, 
vi se perdendo. 
E o deixei se perder.
Peço pra não ir, mesmo que tivesse.
Estou fraca, culpada, escassa.
Quero te beijar os lábios como da última vez, 
sem me importar com o tempo,
com a falta dele,
se faz calor ou se tremo de frio.
Quero não sentir ódio de te guardar aqui dentro.
Quero sentir mais do ódio que me consome quando não estás aqui.
Não por estar.
Se me caem lágrimas, é por não te guarda melhor
é por não te ter mais próximo.
É por... saudades.
E este tempo escasso, tão rápido, 
tão vago, tão inexplicavelmente assassino.
Me perdoe pela sensibilidade.
Me perdoe por não ser sensível.
Me perdoe por não te beijar quando mais quero.
Me mande embora se não quer que eu o faça.
Me mate.
Mas não deixe o tempo nos levar embora.
Não me deixe esquecer de te beijar quando mais quero.



12. 11. 2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Seus olhos choviam




Chovia. Chorava.
Lentamente. Apressada, triste, com raiva.
Molhava um pouco os cabelos. Lavava o rosto.
Uns protegiam-se. Ela se expunha á chuva, 
e as lágrimas.
Saiu sem nem olhar nos olhos dos pais.
Ela saiu, debaixo de chuva, sem se demorar,
sem dar importância a qualquer ângulo ao seu redor.
Queria sair dali, fugir dos rostos que a fizeram desmoronar.
Soluçava, chorava, estava vermelha.
Cruzava os braços tentando esconder o que todos que por ela passavam 
viam despencar de seus olhos.
Lavava seu rosto, junto com as lágrimas do céu cinza.
Me partiu o coração.
O dela já estava.
Me senti em seu lugar. 
E senti que também tinha motivos para lavar-me os olhos de chuva, e lágrimas.
Senti.
Chorei por dentro por muito tempo, também, 
quando a vi levar as mãos aos olhos para tentar secar sua dor,
sua raiva, tristeza.
Não se chora assim por nada.
Saudade também faz despencar.
Também dói.
Também é chuva.
Nem se o sol voltar os olhos dela irão parar de chover.
A não ser que alguém o faça.





26.10.2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012



Tudo bem que me calei, 
tudo bem que também se calou.
Não temos culpa se não querem mais nos ouvir.
Porém faz falta.

Era melodia infinda.
Dor intrínseca,
calculista e gélida.
Era fervor, mesmo dor.
Era sussurro.
Perturbação sonora que rasgava veias.
Era tornado, e sol, e chuva, e deserto.
E falta.

Meu calar ao fim da estação, também nos calou.
Teu calar, teu calor, 
faltam.

Tua voz me falta.
Falta, falta, falta, 
tanto falta ...
hora dessas já nem mais.
Nem nada mais.

Neste canto, encostada, não consigo ver a cor dos teus olhos.
Deste lado da estrada é difícil te alcançar.
Nessa altura da vida abraços já fazem falta...
E massageiam a alma quando voltam.

Mas ainda faltam.


22.10.2012

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Me marca


Mas me deu uma vontade,
uma enorme vontade de te abraçar de novo!
E de novo, e de novo..
assim como o abrir dos olhos pela manhã..
Me deu vontade de te olhar
por longos segundos, 
e só olhar, assim no silêncio,
porque não é necessário nada mais.
Me deu vontade do teu perfume
e das tuas marcas no meu corpo,
do meu fechar dos olhos
e suspirar, e sonhar, 
e flutuar acordada enquanto me beija.

Nostalgia.

Nem me vem mais palavras...
sempre me foge a razão ao teu lado...
e desaparece o mundo lá fora, e o tudo que está a minha volta
quando teu abraço me esconde, me aquece, me guarda.
Silêncio, e me beije.
Silêncio e me abrace, logo!


03.09.2012

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Desencontro

Eu saí.
E quando voltei não me encontrei mais lá.
Não me vi mais lá.
Voltei e vi que havia fugido.
Não estava nos teus olhos,
nem em tuas palavras...
Não estava mais te sentindo.
Eu saí.

Eu me perdi.

Não foi proposital,
nem por razão alguma sequer...
apenas deixei de estar onde sempre estive,
aguardando.
Percebi, na espera silenciosa, o sono profundo da minha presença.
Me ausentei.
Me entreguei a outros ventos.
Me desesperei, 
eram doces lamentos,
mas eu fugi, eu saí, eu desisti.

Não por dor,
nem por maldade,
nem ao menos de brincadeira...
Não me senti
Não te senti.

O cinza do céu reaparceu
Me escondeu, 
me levou, e eu fui.

Não sei se volto,
se sei voltar, se o posso.
Mãos quentes me seguram
e não me deixam mais fugir de onde me escondi.
Só sei que saí.
Tentei te encontrar mas me perdi.


28.08.2012

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Te amanhecer


Desperto antes do sol
pra vislumbrar teus olhos nele nascendo.
São riscos quentes pela manhã no céu ainda frio da noite.
O vento me bagunça, e me encontra, e te encontra.
E te leva embora,
porque agora já não é mais.
Mas ainda é.

Ainda resta no amanhecer tão breve
resquicios dos teus beijos,
e um calor muito familiar...
Sei que se lembra da minh'alma
Sei que estremece quando pensa em mim,
não sei, mas sei.
Assim é comigo.

Nossos silêncios se conversam
e sabem que o outro está bem.
Nossos olhares se encontram
mesmo sabendo que nem sempre o sol vem.
Nossas almas estão sempre juntas
apesar de tantas coisas.

Depois do fim, tudo é nosso eternamente.
10.08.2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

Pedi pra não mais lembrar

se não se lembrasse...
Foi.
Não voltou como queria.
Voltei como era, e mais calada.
Não quis mais te lembrar,
me vinham lágrimas...
Não havia,
não há maneira de fugir do que agora é só lembrança.
Ficou gravado
Tatuado na memória aquele raiar do sol, gelado
e o vento cortante
e teu riso, encharcado de sentimento,
e a leveza da tua pele, poética.
Se fosse possível apagar
faria denovo!
Ariscaria denovo!
Viveria denovo!
Tatuaria lembranças, denovo!
Teu sorriso aquece,
teu olhar tem verdade,
fascinam-me!
Os queria mais perto...
Queria também ser assim.



30.07.2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Estou me calando


Já tenho asco do que escrevo.
Mesmas palavras, versos iguais,
reticencias...
Se foi o sentido,
anda em falta no meu livro a tua vírgula
e o que viria depois dela.
É escassa tua presença, quiçá meus versos então...
Me sinto pobre, me sinto podre
da poesia que falta.
Me sinto nua
desprovida de instinto poeta que esparrama meus cabelos.
Meus olhos te percorriam e te desenhavam no papel, e te desejavam.
Ainda desejam.
Me tornei repetitiva em sentimentos,
em inicios, em esperanças
e nestes versos.
Meu remédio, meu prazer
me envenenaram, se voltaram contra mim.
Houve quem ousou desistir,
acabei aos poucos me silenciando.
Pouco ouço minha voz.
Era a promessa, te lembras?
Tenho medo de morrer calada e só gritar por dentro.
Medo de procurar a estrada para o fim dos tempos e a encontrar.
Tenho medo de ver meu fim aproximar-se.
Não me deixe consumir pelo meu próprio desperzo,
pelo meu próprio medo.
Não me deixe ir antes de te dar meu adeus.
Não me deixe ir.
Não me deixe calar.


22.07.2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sorri



 Tua voz adocica meus ouvidos.
Efeito nostalgico, ao fechar os olhos.
Flutuar.
Deliro, suspiro,
embalo minha mente na tua suavidade.
Decoro cada gesto, 
teus passos, o despertar.
Sonho com teu sorriso,
sorrio, revivo.
Pode fazer frio, calor,
trocar de estação as vezes que quiser,
as vezes que forem necessarias,
podem acabar-se as estações.
Será igual.

Te olhar no fundo dos olhos,
olhos nos olhos, é longe.
Sentir o calor de teu corpo
no meu, é longe também.
Tocar tua boca,
ainda é muito longe.
Sair do ar é ouvir-te.
Sair do ar é recordar-te a cada segundo.
Sair do ar é respirar e sentir teu cheiro.
Sair do ar é procurar-te,
e não encontrar.

Sair do ar,
voltar ao ar.

Sorrir é também chorar,
ir é também retornar,
te impedir é também te deixar,
te amar é também te odiar.
Desistir é também continuar.

Só peço que não deixes de sorrir,
mesmo que o dia seja cinza.


12.07.2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Não se explica


Quer que eu explique minha poesia?
Poesia não se explica!
Ou você entende,
ou não entende.
Ou você sente,
ou não sente. 
Se preciso leve a vida,
outras vidas,
as minhas também, para decifrar...
Mas, poesia que é poesia,
não se explica!
Apenas.


05.07.2012

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Adeus


Se eu silenciar mais esta vez,
virar a cara, evitando estes olhos,
se eu desistir de mais uma vez,
se me fizer desistir mais uma vez por de mim desistir,
Se eu silenciar mais esta vez,
não ouvirão mais minha voz!


04.07.2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Só Deus sabe



Me vem lágrimas aos olhos
quando vejo teus olhos, 
ate mesmo de longe,
ou só no pensamento.
Quando o brilho do teu sorriso
faz nascer em mim outro riso,
e o entristecer.
Não sei se faz falta
mas me faz muita falta
o teu amanhecer.
É doído dormir,
é sentido o partir,
mas pior o estar e não estar.
Tua alma me entende,
assim como a minha sabe te ouvir,
sabe sorrir pra ti,
sabe calar quando nao quer me ouvir
sabe parar quando nao quero seguir.
Este espaço vago, amarga.
Este espaço em branco, sufoca.
Esta dor rósea, acinzenta.
Não é mais doce o beijo,
já não há mais beijo.
Não tem mais conforto no olhar,
não há mais olhar.
Não tem mais calor no abraço,
se houvesse ainda abraço.

É virgula?
É ponto?
É reencontro?
É até mais?
É só Deus sabe.


21.06.2012

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Resta


Restam lágrimas presas e
um engasgo na garganta que não quer passar.
Resta um vazio mal preenchido,
um absurdo, um céu pouco limpo,
um adoecer.
Resta um adeus não tão bem dado, 
a falta de um beijo não roubado,
um caminhar.
Resta um suspiro meio tonto de um choro que não vem,
nem vai,
nem sai.
Resta uma vontade de sair correndo, 
abandonar os sete ventos, e ...
sumir.
Restam vozes na minha cabeça, 
canções 
e os "bom dias" sorridentes.
Resta a lembrança,
resta o amanhã que nao veio,
resta o "fica bem".

Não houve tempo de dizer,
não me deste tempo pra dizer...
meu gêmeo, 
meu tempo,
minha voz, 
meu brilho no olho,
meu sorriso na segunda-feira cinza,
minha outra parte que não é minha...
Não chore por hoje não ser um dia bom,
 "amanhecerá melhor" .

18.06.2012

sábado, 9 de junho de 2012

Fecha os olhos



Fecha os olhos e lembra que agora é lembrança.
Nem a brisa cortante importa,
nem o acordar as seis,
nem se houvesse mais muitos milhões de impedimentos,
nem se estivesse acabando o mundo logo depois.
Agora é lembrança.
Fecha os olhos de novo e vê!
O sorriso do "finalmente" se aproximando, devagar.
O toque de leve.
O beijo.
Tudo sincronizado. 
Fecha os olhos, esquece de respirar, toca tua pele na minha. 
Apenas ela.

Não faz falta tudo que existiu até ontem.
Não faz falta o que deixou de existir.
Faz falta o antes que já passou, 
o agora que já está indo, e o depois que demora a chegar.
Faz falta aquele olho no olho, de bem perto.
E as palavras sussurradas.
E a pele rabiscada.
E... e... você,
já faz falta.

Se fechar os olhos ao teu lado, 
não acordo.
Se abrir os olhos ao teu lado,
nunca mais durmo.
Se olhar teus olhos, ao teu lado,
ipnotizo.

Me faz flutuar nos teus braços, 
esquecer da hora, e chegar na hora..
Correr o risco de sorrir feito idiota, sozinha,
no meu silêncio.
Me faz nascer bom humor em segundas-feiras cinzentas.
Me faz brilhar os olhos, mesmo de olhos fechados,
 já que não houve quem os fez.
Me faz andar pelas ruas sem sentir o chão sob os pés.
E no frio das manhãs de outono, 
me dê o bom dia mais quente, junto a um beijo.

Agora é lembrança, 
amanhã também será.
Anos á frente também serão. 
O teu sorriso, agora, inclusive.
Então fecha teus olhos,
me vê, me sente, me toca.
Me beija, me despe, 
me chama.
Estou aqui. 


09.06.2012

segunda-feira, 4 de junho de 2012



Bom, hoje é meu aniversário.
Completo 19 aninhos.
Desejo a mim mesma muita poesia, alegria, sorrisos e coisas boas!

Aos meus leitores, Muito Obrigada por fazerem parte da minha vida!

04.06.2012

domingo, 27 de maio de 2012

Nem mais


Nem mais meu livro aberto me diz coisas.
Tenho ouvido muito e falado pouco.
Tenho visto de um tudo e fechado os olhos muito pouco.
Tenho sentido pouco diante do tanto 
que sorrisos estranhos, e belos, mas tão familiares,
tem me dado desde que acordo.
Tenho desistido de tantas promessas,
esquecido tantos pedidos,
abandonado tantos vícios...
Tenho acordado tarde.
Dormido tarde.
Veio tudo tão tarde que já não me faz falta se me falta.
E como falta!

Nem mais as roupa pretas lá jogadas,
na minha bagunça, me satisfazem.
Nem mais a nostalgia das tardes de outono,
as folhas caídas, 
e os anjos, também caidos, se sente.
E as asas cortadas?
Já nem se pode mais tentar voar.
Nem tentar olhar pro sol.
Nem pras estrelas, coitadas, lá em cima 
tão paradas... Nos vigiando.
Nem se pode mais esperar,
nem desesperar, 
nem fugir, nem ficar.

O que acalma são vozes antes de dormir...
que me cantam as tristezas, 
suas esperanças, o que não vem, 
o que lhes falta.
Depois me deixam sonhar com elas, 
e sonhar de novo, e de novo.
Despertam-me.
Desertam-me.
Não posso as deixar ir!


27.05.2012

sábado, 26 de maio de 2012

Aqui, Lá fora



Aqui é tudo tão fantasia, 
que lá fora não se sabe o que é.
Aqui tudo é tão transparente, 
e lá fora as máscaras resistem,
mas caem, no seu tempo.
Aqui silêncio é miragem, lá fora é surdez.
Aqui muitos dizem bobagens,
tolos, coitados.
Olhe lá fora, se é que pode ver.
Os sonhos aqui são possíveis
lá fora, meu caro, são malditos.
Olhe para fora e admita que está frio.
Volte pra dentro e se aqueça se estás vazio.
Julgue anjos, 
abençõe demônios,
desista de esperar...
As folhas estão quase todas ao chão, não vale mais a pena!
Seu tempo já se foi!
Se teus versos são poucos e fracos, meu caro,
Entre pra fora de si mesmo e vislumbre, e
creia, e
desfaça os laços.
Aqui e lá fora não se unem,
nem se separam.
São aqui.
São lá fora.
Não são nada.


25.05.2012

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Amanhã a gente brinca denovo




Me recordam a infância, esta manhãs de outono, mornas.
um sol tímido, ás dez, derrubando folhas,
vento calmo e doce,
um silêncio penetrante e canto de pássaros.
Me lembram tempos em que não precisava-se pensar em horários 
e cumprir ordens, e preocupar-se.
Não precisava pensar em outra coisa senão subir em árvores,
se sujar na terra,
correr na rua sem perigo algum,
dormir, brincar e comer.
Sentir o cheiro das flores sem medo.
Sorrir e vislumbrar-se com as borboletas
tão coloridas quanto lápis de cor,  
colecionar formigas,
fazer de bonecas, nossas filhas,
da sombra das árvores, nossa casinha.
E de uma manhã de outono, o resto da nossa vida.
Por vezes caem no esquecimento estas lembranças,
tão puras, eternas.
Em que não era necessário devermos explicações a todo mundo,
só perguntar tudo, pra todo mundo,
porque ele, o mundo, era todo nosso, 
tinhamos que saber quem era ele.
Nosso maior encômodo era apenas ter que parar de brincar para tomar banho,
e ter que dormir.
Mas não era lá tão encômodo, pois o dia seguinte já chegava denovo.
E as pequenas tristezas, as pequenas mágoas,
já iriam sarar.
Se as horas passavam, nem sabiamos.
Se demoravam a passar, menos ainda.
Nada era dificil, nada era feito por maldade
não existia  maldade, naquele tempo.
Me recordam muito a infância... tardes alaranjadas.
Finais de tarde com gosto de saudade de brincar o dia inteiro.
E quando começava a anoitecer.. esperar e esperar
pra ver a primeira estrela,
e pedir pra ela tanta coisa...
Sentada nas pedras, no meio da rua
desejava me tornar princesa.
Desejava encontrar um principe.
Desejava ser grande.
Hoje desejo voltar e mudar o ultimo pedido.
E quando a mãe chamava pra entrar
diziamos para esperar mais um pouco,
"a gente recém começou a brincar, mãe".
Duravam eternidades aqueles minutos chorados.
Após, voltavamos pra casa com sorrisos largos, já noite,
realizados, 
com joelhos ralados, canelas batiras, sujos,
e felizes por termos gasto toda nossa vida bricando naquele dia.
"Amanhã a gente brinca de novo, amiga, tchau!"


10.05.2012

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mesmo assim




Me beija forte como da última vez?
Me abraça eternamente?
Faz brilhar as estrelas por debaixo da chuva.
Pega minha mao e me leva pro longe mais longe que existe?
Não deixa o tempo passar em branco...
quero te ver antes do sol se pôr.
Antes que o amanha se vá.
Antes do mundo acabar.

Sonhar acordado é pouco, 
não dormir, não é nada.
Suspirar e sentir um choro guardado, faz parte.
Esperar, esperar, e mesmo assim continuar esperando,
e nem se dar conta que o outono chegou 
e logo vai embora.
Não deixe ele passar em branco.
Não deixe as folhas todas cairem.

Me deixa te ver ali
onde o silêncio tem som...
onde o sol bate inclinado pra onde ele quer,
ali do lado da janela onde os pássaros cantam,
e as árvores sussurram contigo nos meus ouvidos.
Me deixa ser forte, e te mostrar.
Me deixa sentir tua pele.
Me deixa ser feliz de vez enquando,
mesmo que nunca possa ser pra sempre, 
mesmo que nunca possa ser.


25.04.2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

Recomeço



Inesperadamente
reaparece um sopro de vida.
Seu riso tímido dá sinais
de ainda estar vivo.

As esperanças não foram perdidas,
mesmo tarde,
ou muito cedo pra voltar,
os olhos já podiam brilhar,
sentia sua alma renascer.
Estava feliz, sem motivos aparentes.
Vagarozamente,
mas estava feliz.
Não acreditava que pudesse ser logo
Estava feliz por ter ficado feliz,
e os olhos se inundaram de lágrimas aliviadas.
Tal qual crianças ao ganharem doces,
ao serem presenteadas,
tal qual as flores, 
quando são, pelas abelhas, beijadas.

Sorria com alivio, 
suas palavras voltaram a correr sobre as linhas
com pressa, vorazes,
novamente.
Não queria mais nada do que viver.
Era apenas o que precisava: viver!
E continuar a sorrir!


16.04.2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

Meu pedaço


 Meus nervos não são de aço,
já me falta um pedaço...
que devo ter perdido, deixado cair por ai.
Quero meu pedaço de volta.
O necessito para sobreviver. 
É minha chama, meu despertar,
meu grito com vontade, minha paz.
Meu pedaço está aqui, porém longe, ainda.
Sinto.
Talvez os ventos tenham te guardado pra não te perder,
mas não te encontrei novamente.
Não vi mais teus olhos...
me fazem falta!
E quando o coração clama com força,
com toda sua força,
não há como suportar.
Meu pedacinho perdido por ruas estreitas,
por ruas desconhecidas, 
no escuro,
por detrás das árvores,
por detrás de outros olhos,
tenho medo de não mais achá-lo.
Preciso sentir que está por perto
Tenho que ter certeza de que ainda está aqui.
De que adianta ver um horizonte engolindo o sol
no final da tarde, e não ver-te?
De que adianta ter estrelas explodindo de tanto brilho,
na noite, 
se o brilho dos teus olhos está perdido, pedacinho meu?
Se um suspirar fosse o suficiente para te trazer aqui
não precisariam existir lágrimas de saudade,
nem dores no peito que não saram,
nem um não sonhar a noite.
Meu pedaço de paraíso é em teus braços,
na tua segurança.
Faz-me sorrir até o fim dos dias, por favor!


03.04.2012

sábado, 24 de março de 2012

Deixe-me aqui


Me deixe aqui, no meu silencio.
no meu humor descontrolado,
no meu braço rabiscado,
na minha calma,
anestesiada.
Me deixe aqui, no quarto escuro,
esperando uma luz brotar das pedras
que me trancam.
Aguardando uma vida soprar teu perfume
pra perto dos meus sentidos,
pra te recordar.
Pra te encontrar.
Estou aqui, solita em amarguras,
soltando em linhas puras
os poucos versos que agora me vem.
Me falta o toque,
já me dão saudade teus beijos,
as mãos quentes...
o cessar do vento.
Mas deixe-me aqui, com coração apertado,
suspirando a todos os lados,
e as lágrimas lentas beirando os olhos.
Deixe-me.
Foram, todos, tão rápidos
aqueles minutos guardados,
o teu abraço apertado, que não terminava...
já foi.
Debruçada na cama lamento,
espero, desespero,
que tormento!
O corpo clama pelor calor do teu,
chama pra perto...
te quer.
Mas tenho que continuar aqui
em breves palavras citadas,
contidas numa longa espera.
Tecendo caminhos,
desviando espinhos,
guardando o sorriso pro grito final.


24.03.2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

Antes de você


Estava tudo tão quieto até você chegar.
Estava tudo tão sereno, calmo demais.
O sol brilhava solito, no canto dele.
Não fazia por merecer.
Brilhava quando queria, quanto queria...
até se esquecer.
A lua, por enquanto, dormia
não nos deixava anoitecer.
Os ventos leves sumiam, retornavam
sem avisar.
E quando mais queriamos ele não vinha,
demorava a chegar.
Era noite.
Passavam os dias.
Agonia.
Era muita paz, até você chegar.

Olhares corriam pelas ruas,
procuravam, fugiam...
não viam ninguém.
Era tudo muito quieto.
Os segundos passavam devagar,
as pessoas não se prestavam a pensar
nada se importava a existir
tudo custava a chegar.
As folhas caíam,
as pastagens secavam,
a chuva chegava,
porém os versos ainda faltavam.

Faltavam forças para pisar,
o chão não tinha chão.
Os céus estavam longe demais.
O ar era inrespirável..
sobrava falta de espaço
no quadrado fechado em que somos sujeitos a existir
e depositar nossas vidas
enquanto o mundo fica girando,
e nos nauseando,
até ele cansar.
Mas era quieto demais.


23.03.2012

domingo, 18 de março de 2012

Você me nasceu




Me nasceu.
Me recriou.
Me ensinou a dar passos com pés diferentes.
Fez-me chorar.
Fez-me sorrir muitas vezes mais.
Me trouxe as palavras, os versos, sonhos.
Um oceano.
Um oceano habitado de loucuras,
poesia pura,
saudades e desejos,
rancores, suspiros, horrores,
vida!
Tu és vida aos meus ouvidos.
Tua música, voz, exemplo,
sorriso,
são vida!
Teus detalhes, lembranças,
manias,
rabiscados, até mal afinados,
tua vida, é vida aos meus ouvidos.
Tu és paz!
Calma, conselho, perdão,
sossego, canção.
Tu és montanha.
Inalcansável a quem não sabe te ver,
Imcompreensível a quem não conhece,
Impossível a quem não quer estar lá em cima
para admirar o quão belo é o mundo.

Te roubo emprestadas as palavras
quando não as tenho,
porque vim de ti.
Te roubo emprestados os conselhos
para te devolve-los quando precisas,
porque no final sempre nos fazem sorrir.
Te roubo emprestado
porque, simplesmente,
vim de ti.

Minha poesia, minha intolerância, meu grito,
minha calma, minha dor, meu silêncio,
minha inocência, malícia, minha esperança,
meu sarcasmo, meu riso, minhas lágrimas,
as escondidas, as que me lavam,
as guardadas.
Meu melhor guia, em dias escuros alegria,
gargalhada doida no final do dia,
fechar os olhos pra ver a luz,
fechar os olhos e ouvir tua luz.
Meu sono, a falta, a volta dele,
novos gostos, gestos, viveres,
minhas palavras ao vento,
as presas no papel,
as que ainda nem gestaram, todas,
tudo.
Vem de ti!

Porque você me nasceu.


Para meu melhor amigo: Thiago Sanches.
Muito Obrigada por tudo!


13.03.2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sem pressa



Minha brisa é mais leve debaixo das minhas árvores.
Meu céu é mais azul,
minhas nuvens são mais puras.
Meu passado, que jamais voltará, se prendeu em amarguras.
O presente é o que me convém.
Paciência, amigo.
Tudo ao seu tempo.
Cada ponteiro com seu segundo,
cada gota no seu mundo,
cada esquina com seu vagabundo.
Não tenhais pressa, o que é teu não foge.

15.03.2012

terça-feira, 13 de março de 2012

Por quê assim?

... Por quê sempre igual?
Por quê pra mim?
Por quê sempre normal?
Por quê doer? 
Por quê passar?
Por quê não ter, ou deixar rolar?
Por quê sorrir, quando se quer chorar?
Por quê chorar de rir, quando se quer matar?
Por quê voltar a se ferir, quando se quer sarar?
Por quê ver o fim, quando acabou de iniciar?
Por quê cuspir, quando se quer beijar?
Por quê dormir, se não quer sonhar?
Por quê existir, se não quer amar?




13.03.2012

terça-feira, 6 de março de 2012

A Morte



E se a morte chegar aos seus olhos?
Se ela vier pra ficar?
E te inundar?
Ela te abraça de surpresa,
ela não te diz quando vem
como vem e nem a quem.
Ser forte não é o bastante pra fugir dela.
Ela te ganha muito antes do que voce imagina,
muito antes dos teus sentidos perceberem.
é uma doença silenciosa, rápida,
sem cura e sem volta.
Te tira o fôlego em um grito
em menos de um segundo.
A morte não te mata, apenas.
Mata todos ao teu redor.
Mata o sorriso, o brilho nos olhos,
a vontade de vida.
Ela mata as estrelas durante o dia,
por isso a noite é cada vez mais escura.
Ela te assalta em casa, fora dela.
Assalta tua vida.
E não te devolve, nem que tu emplores.
A morte, porém, tem misericórdia.
Não te avisa quando vem, para que não sofras.
Mas quando vem, não te dá direito de desistir ou voltar.
É misericordiosa e cruel.
Não prepara teu leito para que não te machuque as costas.
Ela te presenteia com um sono profundo, delicado,
eterno.
Não te dá direito de ver tua filha, antes.
Nem teu pai, teu futuro ex-mundo.
A morte simplifica teus sofrimentos
e abrevia teu futuro.
Abrevia o sossego,
abrevia os sorrisos,
as palavras.
Não te deixa um tempo pra dizer um 'te amo' antes de partir.
Nem o 'boa noite' antes do último dormir.


06.03.2012

Quem sou eu?



Eu sou minhas palavras
meu silêncio
minhas máscaras
minha cara.
Tua face desgostada
tua língua enrolada
dedos cruzados e
passos distantes do solo,
são você.
São eu.
Sou eu.
Eu sou tuas palavras
teu despertar,
o amanhecer dengoso,
o esperar.
Sou nuvens inexistentes,
indagações persistentes,
voar.
Verso o amor,
o rancor, a dor,
até o sol se pôr...
Sou o escuro limpo,
um frescor que sinto
em tuas veias pulsar.
E não mais me falta
o que pensar,
se me lembro de ti
retorno a recordar
que não passo de meras palavras
escritas aqui e
perdidas no ar.


05.03.2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

Delírio




Um segundo, apenas.
Um simples piscar de olhos,
já basta.
No instante perfeito,
de preto, me deito,
e te vejo de longe.
Debaixo de chuva
um coração salta pela boca,
explode, e volta ao seu lugar.
Debaixo de chuva,
um sol ardente te segue.
Cima a baixo viajo,
em teus olhos, teu corpo,
viajo.
Sem passagem de volta.
Rasga no peito uma vontade incessante,
um desejo latente
de ver teus olhos vidrados aos meus.
Delirios ao te recordar.
Delirios ao sentir-te perto,
mas fugindo sem querer...
A imagem não sai da memória,
não aparece outra coisa em minha frente
além dos teus passos calmos,
do teu jeito de andar,
de mecher nos cabelos,
de estar ali.
De não mais estar ali.
Me faltará o sono novamente,
me faltará paciência, novamente.
As palavras voltaram para ficar.
Você as trouxe, sem saber.
Diferente, todo diferente.
Inteiro, por completo, diferente.
Único!
Me devolveu os versos, a ansciedade,
a pressa, a voraz vontade de jogar aos ventos
e plantar, ao mesmo tempo,
os versos que vem de ti.


01.03.2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sem mais palavras




Não surge mais uma palavra sequer.
Ventos novos te trazem
por caminhos desconhecidos.
Será você?
Aquele que ronda meus sonhos,
que ronda meus desejos,
que me observa sem que eu veja.
Não nasce mais uma palavra sequer...
A angústia assombra
e assusta versos prontos dos meus pensamentos.
Ela rouba o ar que me mantem viva
enquanto te leio,
será você?
Escuro, secreto.
Me vê?
Ama o silencio igual a mim.
Porém, diga,
mostre, deixe-me ver teus olhos.
Faça-me ver o que ninguém vê.
Faça-me sentir o que jamais senti.
Faça brotar novamente as palavras,
adormecidas, enquanto desperto.


28.02.2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ruas

 


Tenho saudades de andar pelas ruas que engolem meus pensamentos.
As mesmas ruas que uniram nossas mãos naquela tarde de inverno.
Dos lentos passos gastos sobre elas,
dos sorrisos recebidos, do quase beijo...
Finais de tarde amarelos, vermelhos,
cinzas, ou sem final algum,
me matam de saudade.
Saudade tenho de sentar-me onde te via nas flores tímidas
dos galhos secos das árvores.
Onde contemplei teu sorriso com tanta felicidade
que já não me importava se o inverno iria voltar.
Tenho saudades do dia lindo que foi.
O céu azul radiante e o silêncio dormente.
Ah, que saudade das ruas roubando meu fôlego
até o caminho de casa, e me protegendo.
Me guardando por onde o ventro traiçoeiro
bagunçava meus cabelos,
e me jogam á face que não se passam de apenas ruas.


22.02.2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Me pego sorrindo...

pensando em ti.
Me pego sonhando toda noite contigo.
Me pego com lágrimas nos olhos: saudade.
Será loucura, aventura..
me busca em casa,
me leva pra lua?



20.02.2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Á noite



Numa noite escura infinda
de estrelas dormentes,
por detrás da chuva,
me vejo em teus braços
com olhos fechados.
De olhos fechados,
parecendo estar em minha frente,
sinto teu cheiro.
Sinto tua o calor de tua boca
próximo.
O escuro do meu quarto
te chama em minha mente.
A luz baixa
grita te buscando
de qualquer lugar onde está.
Te sequestra pra dormir
junto a mim
nos meu sonhos.
Todas as noites.
Rabiscar versos á tinta
e á luz da lua,
escondida por nuvens finas.
Traços de lembranças,
sem qualquer pudor vem
e vão e vem e vão,
constantemente.
Vão, retornam, te encontram,
sussurram tua voz até o amanhecer.
A caneta dança solta
com o papel na penumbra doce
das quatro paredes.
Ela espera o ponto final
dos versos que recordam teus beijos quentes.
Dos versos felizes ao ver teu sorriso
e daqueles que ainda te esperam.


18.02.2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Tempo é amor



Para mim, você pode dizer seu nome, quem você é..
afinal, grande parte das coisas que dizemos é para o vento.
Isso apenas serviria para poupar meu sofrimento, minha angústia e meu tempo.
Tempo,
é uma das duas coisas que devemos aproveitar em nossas vidas; a outra é o amor.
Ambas coisas deveriam ser explicadas para cada ser indivíduo que nasce, assim não disperdiçariamos nosso tempo buscando o significado do amor.
O que faz a pessoa ter vontade de recomeçar, se levantar é o que nos mantém aquecido, o que nos faz pensar é o sentimento, porém o que disfarça isso e o que faz com que interpretemos tudo que acontece de errado é o físico, ou seja, o tempo.
Cabe-nos apenas estarmos sincronizados com tudo que passa pela nossa vida, fazer de nosso tempo uma forma de encontrar o amor. Além de tudo, é o tempo, a que cada dia que passa, que faz com que eu sinta mais vontade de estar perto de você.


Escrito por Cristian Felipe Scopel em 12.02.2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

TemPeraMento



Uma vírgula fora do lugar
te mata com facadas.
Um olhar torto,
um suspiro profundo
no segundo errado:
luzes ofuscantes te cegarão.
Um silêncio inadequado
ou tuas palavras
fora da órbita das minhas:
escolha o caixão, seu fim se aproxima.
Experimente cutucar com vara curta,
suas mãos serão decepadas,
seus olhos perfurados com agulhas
tortas, torturadoras.
Entre, saia, não os faça.
Cale, fale, não os faça.
Venha, volte, não os faça.
Respire. Ou não.
Me inspire, não o faça.
Me transpire, não o faça.
Tente ou nada faça:
Morrerás.


9.02.2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Você



Se eu soubesse falar outras palavras
eu não as diria.
As que só consigo dizer
as que passeiam minha mente,
são só aquelas que falam de você.
Repetidas, repentinas...
falam de você.
Meu ponto, minha vírgula,
meu a craseado,
a brisa no rosto, o sol
cegando meus olhos,
e as gotas de chuva nos mandando para casa,
o último beijo e três pontos...
referem-se a você.
Doce lembrança,
relembrança, esperança.
As estações, todas,
ainda não se passaram
desde que nossos olhos se conheceram.
Elas passam devagar
pra ver se a gente aproveita.
E os olhos agora dormem.
Te guardam para o fim da estação.
Ou para a que faz as folhas cairem
os ventos apaziguarem,
e frescores leves no final do dia, brotarem.
Eles, os olhos, também só falam de você
tudo a que olham,
tudo o que exploram, retornam,
te veem.
Se minhas palavras soubessem ser outra coisa,
não seriam,
nada mais além de você.


31.01.2012

Life




What´s life?
What do you think and feel?
Someone explain to me
I need to know
It is hard to tell this things
I dont have any answer

I look through the sky at night
Trying to see anything beatiful
To make myself happy
Before sleep again for another day

Wake up with hope
That today will be better than yesterday
and that tomorrow will be better than today

Born to be what?
Please, tell me
I can´t hear

I'm here for a reason
I trying to find someone
to make my life better
to live the rest of my days

Don´t leave me alone
your company makes me feel good
and this is what I need
I want to find a purpose for my life with you

when I find...



Escrito por Cristian Felipe Scopel em ‎3‎ de ‎abril‎ de ‎2011.


31.01.2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Dos Teus Olhos



Lentamente me aproximava
de onde te vi pela última vez..
A mesma brisa tocava meu rosto,
mas olhos diferentes ao meu lado
me diziam que não era,
nem será,
como foi,
como será...

Parava, olhava,
lembrava...
sumia daquele lugar por instantes,
te imaginando lá mesmo,
como outrora, e se ia...
sem ninguém saber.

Os segundos não passavam da mesma forma.
Eram mais pesados,
carregados de saudades,
salgados do teu sorriso
e das tuas mãos sobre as minhas..

Respirava fundo
tentando dissipar tua face da minha frente.
Inválido.
Não sai da cabeça se quer um segundo.

Abria os olhos,
fechava-os,
indiferente, eles te veem mesmo assim,
o tempo todo.
Dificil demais aparecer um pouquinho?
Só pra surgir um sorriso,
só pro dia ficar bonito.
Só se voce estiver vindo...
logo.

Por vezes chorava de saudade,
do que nem aconteceu ainda...
de coisas que poderiam ser mais frequentes,
de pessoas que poderiam ser mais frequentes
ao alcance dos olhos..
Dos teus olhos, simplesmente, olhando os meus,
puramente, pra recordar.
Pra depois não ter mais no que pensar,
além deles.


23.01.2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012



Estar só.
Somente só,
Somente a sós..
envoltos em quatro paredes
pintadas de seda branca
com resquicios do que virá.
Olhares pulsantes se procuram,
se misturam,
na leve brisa corrente no ar.
Incansável, espera.
Sonha, debruçada na janela,
com o seu principe, de preto, chegar.
Está só,
sempre só.
Só com todos
os que não estão por lá,
por cá...
por todo lugar.
Respirar mais fundo
sorrir em outro mundo,
te buscar.
Voltar ao sussurro,
cansar do futuro,
somente esperar..

23.01.2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Você venceu este mundo



Amanhã foi o dia em que chorei.
Tão forte foi aquela dor
em meu peito..
Rasgou as oito horas,
para não mais voltar.
Amanhã foi o dia em que caí
em mim.
Lacunas vazias surgem agora
em minha vida, em meus dias,
para sempre.
Amanhã foi o dia em que faltou
alguém
na fotografia da família.
E o sorriso? Sumiu.
Se foi.
Amanhã foi o dia
que não voltou mais.



Em homenagem a minha amiga Carolin Maciel Carvalho, falecida em 4.01.2010.

5.02.2011