Comigo sou poeta. Com ele poesia.
Inconstante dor na alma. Completa calmaria.
Não sei, será, por que assim? Felicidade, sim, sei onde está!
Desejo, medo perseguido. Me satisfaz, oh doce beijo.
Já vai tarde, é o fim. Fique mais, te quero assim.
O poeta é louco morto. A poesia viva, viva.
Tão distante este mundo incerto. Tão perto meu céu eterno.
Comigo canso os olhos. Com ele descanso a vida.
Distúrbio premeditado. Equilíbrio.
Espero as horas passarem. Com ele passam depressa.
Vejo os dias chegarem, mas não me deixam livrar das tormentas.
E passam tão ligeiros, que me afogam.
Parece um medo, uma amarra, me tranca aqui parada.
Sofro!
Comigo sou poeta, torta, embaraçada, sem solução.
Com ele sou poesia, liberta, pacifica, eu mesma.
28.09.2013

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