quinta-feira, 1 de março de 2012

Delírio




Um segundo, apenas.
Um simples piscar de olhos,
já basta.
No instante perfeito,
de preto, me deito,
e te vejo de longe.
Debaixo de chuva
um coração salta pela boca,
explode, e volta ao seu lugar.
Debaixo de chuva,
um sol ardente te segue.
Cima a baixo viajo,
em teus olhos, teu corpo,
viajo.
Sem passagem de volta.
Rasga no peito uma vontade incessante,
um desejo latente
de ver teus olhos vidrados aos meus.
Delirios ao te recordar.
Delirios ao sentir-te perto,
mas fugindo sem querer...
A imagem não sai da memória,
não aparece outra coisa em minha frente
além dos teus passos calmos,
do teu jeito de andar,
de mecher nos cabelos,
de estar ali.
De não mais estar ali.
Me faltará o sono novamente,
me faltará paciência, novamente.
As palavras voltaram para ficar.
Você as trouxe, sem saber.
Diferente, todo diferente.
Inteiro, por completo, diferente.
Único!
Me devolveu os versos, a ansciedade,
a pressa, a voraz vontade de jogar aos ventos
e plantar, ao mesmo tempo,
os versos que vem de ti.


01.03.2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sem mais palavras




Não surge mais uma palavra sequer.
Ventos novos te trazem
por caminhos desconhecidos.
Será você?
Aquele que ronda meus sonhos,
que ronda meus desejos,
que me observa sem que eu veja.
Não nasce mais uma palavra sequer...
A angústia assombra
e assusta versos prontos dos meus pensamentos.
Ela rouba o ar que me mantem viva
enquanto te leio,
será você?
Escuro, secreto.
Me vê?
Ama o silencio igual a mim.
Porém, diga,
mostre, deixe-me ver teus olhos.
Faça-me ver o que ninguém vê.
Faça-me sentir o que jamais senti.
Faça brotar novamente as palavras,
adormecidas, enquanto desperto.


28.02.2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ruas

 


Tenho saudades de andar pelas ruas que engolem meus pensamentos.
As mesmas ruas que uniram nossas mãos naquela tarde de inverno.
Dos lentos passos gastos sobre elas,
dos sorrisos recebidos, do quase beijo...
Finais de tarde amarelos, vermelhos,
cinzas, ou sem final algum,
me matam de saudade.
Saudade tenho de sentar-me onde te via nas flores tímidas
dos galhos secos das árvores.
Onde contemplei teu sorriso com tanta felicidade
que já não me importava se o inverno iria voltar.
Tenho saudades do dia lindo que foi.
O céu azul radiante e o silêncio dormente.
Ah, que saudade das ruas roubando meu fôlego
até o caminho de casa, e me protegendo.
Me guardando por onde o ventro traiçoeiro
bagunçava meus cabelos,
e me jogam á face que não se passam de apenas ruas.


22.02.2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Me pego sorrindo...

pensando em ti.
Me pego sonhando toda noite contigo.
Me pego com lágrimas nos olhos: saudade.
Será loucura, aventura..
me busca em casa,
me leva pra lua?



20.02.2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Á noite



Numa noite escura infinda
de estrelas dormentes,
por detrás da chuva,
me vejo em teus braços
com olhos fechados.
De olhos fechados,
parecendo estar em minha frente,
sinto teu cheiro.
Sinto tua o calor de tua boca
próximo.
O escuro do meu quarto
te chama em minha mente.
A luz baixa
grita te buscando
de qualquer lugar onde está.
Te sequestra pra dormir
junto a mim
nos meu sonhos.
Todas as noites.
Rabiscar versos á tinta
e á luz da lua,
escondida por nuvens finas.
Traços de lembranças,
sem qualquer pudor vem
e vão e vem e vão,
constantemente.
Vão, retornam, te encontram,
sussurram tua voz até o amanhecer.
A caneta dança solta
com o papel na penumbra doce
das quatro paredes.
Ela espera o ponto final
dos versos que recordam teus beijos quentes.
Dos versos felizes ao ver teu sorriso
e daqueles que ainda te esperam.


18.02.2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012