terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mais um sorriso




A chuva do céu caía
Um sorriso bobo surgia
Era felicidade, era felicidade.
Uma saudade que acabava
como pingos que agora molhavam
a terra seca de um sol ardente.
O sorriso bobo.. sincero, silencioso,
que há tempos estava escondido
numa vírgula colocada na vida
deles.
Pairou felicidade, por entre trovões.
Voltou alívio,
bateram forte os corações. Era preciso.
 Tempo impreciso, que marca encontros,
desencontros, sorrisos.
Era preciso.
Aos poucos vêm as palavras...
sorrateiras e ativas
pacientes e sentidas.
Esperam só o sol voltar, clarear o dia.
Bombear mais alegria
a cada todo amanhecer,
entardecer...
viver.


24.11.2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Só fez falta a lua

 
O sol se pôs.
Era hora dele dormir e das estrelas bailarem na noite que se aproximava.
Estava tudo combinado.
Já era hora dos olhos se encontrarem novamente. Já era hora do abraço caloroso, denovo, os unir. Já estava mais que na hora dos lábios juntos matarem uma saudade que consumia as forças.
Cada minuto era contado, cada segundo parecia eternidade.
E passava cada minuto, cada segundo numa infinita eternidade, até que enfim...
Que abram-se os sorrisos. Que brilhem os olhos de felicidade. Unam seus corpos. Estrangulem a saudade. Que matem essa vontade!
Cada vez, sempre como se fosse a primeira, insana, ardente, contente.
Cada vez aquele frio na barriga.
Cada vez. Toda vez: um sorriso gigante no rosto.
Toda vez, única. Toda única vez, perfeita.
Sem pressa, sem perder tempo, pra agora, pra ontem, intenso.
Sem multidão, um só. Muitos ninguéns, um só.
Só um.
Só um beijo a faz sorrir feito boba o tempo todo
A faz sonhar acordada, ve-lo em sua frente feito miragem.
Só um beijo lhe tira a razão, faz sentir-se fora do chão, incansavelmente.
Só lamenta-se o tempo, a distância. O fim dos tempos, fim desejado da distância.
Mas tão pouco tempo, pra nenhuma distância...
Tanta distância, pra tão pouco tempo.
Naquela noite estrelas são cúmplices, espiam escondidas no céu negro aberto...
Guardam segredos pro sol não saber, que naquela noite, que não se achou lua,
duas almas carentes, enfim sorridentes
puderam no ardor da saudade e nas milhas de milhões de horas
pôr um fim.

19.10.2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011


"As pessoas alegres fazem mais loucuras do que as pessoas tristes, 
porém, as loucuras das pessoas tristes são mais graves."

                                               Mihai Eminescu

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Invisível

Você me vê, finge que não me vê, 
mas eu vejo!
Eu te vejo, 
te persigo, 
te pesquiso e você nem vê.
Te encaro, 
desencaro, 
atropelo e paro.
Reconstituo,
aniquilo tudo, sem você ver.
Te conquisto, te desisto.
Te quero, te esqueço.
Não quero, não esqueço.
Te vejo de longe, bem longe, bem longe.
Fique longe!
Te condeno, te maltrato, 
te desprezo.
Te olho, te sinto, 
te espero... nunca mais ver.

03.10.2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sem mais...



O som do desapego.
Uma chama de calor acesso.
O ruído breve perfeito.
Um silêncio de amantes.
Mãos dadas na multidão.
Abraços longos, sinceros.
A saudade do tempo.
O fervor do sentimento.
Palavras poucas no ar.
O gesto do desejo.
A volta brusca do sorriso.
O caminhar do impressiso.
Braços abertos... voar.
Olhares extasiados de alegria.
Vida viva.
Viva vida,
em sóis que racham.
Todo dia.
Espera-se a hora.
A hora de esquecer.
A hora de nunca mais esquecer.
De se libertar.
Gritar ao mundo suas vontades.
De amar.



29.09.2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Quando eu fico em silêncio


o menino: você nem me ama mais..
a menina: eu? quando eu disse isso?
o menino: teu silêncio disse.

Meu silêncio não fala nada. Meu silêncio diz tudo.
Não diz se amo, se deixo de amar. Se esqueço, se lembro a cada segundo,se ainda espero ou se desisti de tudo.
Meu silêncio não diz se estou triste ou se a maior alegria da minha vida é que me consome, também não diz o porque de não voltar atrás, nem se é o que deveria ser feito... se é pra frente, sempre, que se deve olhar, ou se ir vivendo o presente é o que importa.
Meu silêncio não diz nada disso, e diz, ao mesmo tempo.
Meu silêncio diz quais são as pessoas que realmente me amam, que se importam realmente comigo. Meu silêncio mostra quem é quem. Mostra quais as lembranças as pessoas guardam da minha presença em minha ausência. Mostra quem tem estas lembranças e me lembra que as lembra.
Meu silêncio diz muito mais do que muitas palavras explicam.
Meu silêncio corrige alguns erros, e a outros os erra ainda mais. Relembra passados e os deseja estar bem longe.
Sim, meu silêncio faz tudo isso.
E mais...
Meu silêncio não diz se ainda o amo, ou se o havia deixado de amar.
Meu silêncio não diz que por eu estar em silêncio nunca mais queira conversar.
Meu silêncio não diz que palavras ditas tenham falsidade depois de gestos não tão bem quistos.
Meu silêncio não diz que, por apesar de desistir, eu não tenha vontade de voltar a trás e tentar mais uma vez.
Meu silêncio não diz que por eu estar em silêncio queria dizer que eu não exista mais, que eu tenha esquecido de tudo (muitas vezes querendo esquecer mesmo), Não diz que se algumas pessoa morreram, as que um dia foram minha vida, precisem realmente continuar mortas.
Meu silêncio diz que devo continuar em silêncio, só assim quem for de verdade vai lembrar que existo.
É no silêncio dos outros que o meu silêncio descobre o que há por baixo das máscaras dos que já fizeram do ruído do passado, um silêncio constante e profundo o meu presente.
E ainda me culpam por isso!


20.09.2011

Aquele gaúcho

Aquele gaúcho
Calçado de botas,
Vestido de bombacha,
É o mesmo gaúcho que há meses atrás
Via transformado em uma personagem,
do qual me recordo muito bem.
Aqueles olhos.
Aquela boca num sorriso radiante,
muito difícil de esquecer.
Tê-lo visto de passagem já bastou pro meu sorriso nascer.
Me viu também,
cumprimentou,
cumprimentei,
felicidade...
Aquele gaúcho, aquele de palcos,
encenando ou realmente vivendo,
sempre em sorrisos, ou olhos vibrantes
fazendo juz ao seu vestir,
é o mesmo gaúcho
que meu querer quer perto mim sentir.


20.09.2011
ESCRITO POR: Catiana Mara Andreolla
EDITADO POR: Bruna Isabela Daniel