sexta-feira, 22 de março de 2013

Meu tempo



Há algum tempo não abria os olhos as nove e meia,
amolecida pelo sol tímido de inicio de outono.
Não lembrava mais como era despertar depois do dia já ter começado.
Depois da lua ter ido dormir,
depois do vento fresco do amanhecer também já ter se ído.
Me nostalgia mais o meu corpo quente
o meu café da manhã atrasado, 
mas vagaroso, em que me dou o tempo para saboreá-lo.
Indescritível.
Há algum tempo não abria os olhos disposta, sorrindo forte,
reavivada.
Há algum tempo não suportava falar nem bom dia ao abrir os olhos.
Mas continuo não suportando. 
Mania.
Há algum tempo, também, corro e nem paro para parar.
Nem meu corpo, nem minha mente.
Talvez por isso, as palavras sumidas do ontem, não vinham mais.
Precisava parar.
Precisava respirar, quieta. 
Acordar quieta.
Precisava amanhecer na hora que o corpo se achasse em hora.
Fazer seu ciclo sozinho.
Há algum tempo, digo ainda, não vivia a felicidade que vivo.
Não sabia nem o que era, quem sabe então, vive-la...
Veio, paulatinamente, um ventinho doce e leve me circundando e
Levando-me, ao passar das estações, 
para este céu aqui embaixo.
Céu! Isto mesmo que a felicidade é.
E, há algum tempo, nem imaginava o que era.
Nem o que era acordar com um sorriso, mesmo em meio a dores. 
E o melhor... sincero.




22.03.2013

Nenhum comentário:

Postar um comentário