Não sei por que as palavras me fugiram.
Não precisavam fazer isso comigo. As amo.
Por que é que não digito apressada, mais, tentando acompanhar meu cérebro mais ágil?
Digam-me, palavras, por que não veem mais?
Por que não me deixam mais me expor?
Por que não me deixam mais me deliciar nos versos curtos?
Por que não me deixam mais amar aqui?
Minha mente tem estado em tão grande estado de nostalgia.
Tem se banhado um bocado neste mar novo, amor novo, amar. A mar.
Tem se deixado esquecer de marcar o tempo que passa. Aliás, é o que menos importa.
Tem se deixado esquecer de marcar o tempo que passa. Aliás, é o que menos importa.
O que mais importa é que passe, e bem.
Minha mente tem estado tão inteira e limpa.
Minha mente tem estado tão inteira e limpa.
Tranquila.
Por que é que só querem aparecer, palavras, quando meus extremos se ressaltam?
Por que é que só querem aparecer, palavras, quando meus extremos se ressaltam?
Por que é que não me assusta e me faz correr atrás de um lápis e papel, pra te despejar nele?
Por que?
Por que?
Voltem. As quero.
Quero minha vida, aqui, sempre.
Quero esbanjar minha extrema felicidade, aqui.
Quero viver aqui.
Palavras, as amo. Deixem-me viver.
Aqui.
21.03.2013

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