segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Álvarez, querido Álvarez

Manuel Antônio Álvares de Azevedo:
Poeta paulista do romantismo, autor da Lira dos Vinte anos e Noite na Taverna.
Nasceu em 12 de setembro de 1831, em São Paulo, e aos 20 anos faleceu, no Rio de Janeiro ( 25 de abril de 1852), vítima de tuberculose.
Hoje, seu nascimento completa 180 anos.

Lembro que quando era pequena tinha uma fascinação por poemas. Ainda tenho.
Por volta dos meus oito anos, pedi ao meu pai que comprasse um livro de poemas para mim, e foi o que ele fez. Chegou, certo dia, com um livro pequeno, cheinho cheinho de poesias. Meus olhos brilhavam.
Era Lira dos Vinte Anos e Noite na Taverna, de Álvares de Azevedo.
Por ser criança, não fazia nem ideia de quem era o autor, do porque de sua obra ser como é, do porque escrever daquela forma.. mas mesmo assim gostava.
Quando cheguei ao ensino médio, deparei-me com a literatura. Era uma das matérias que eu mais gostava.
Até que certo dia, nos foi apresentado aquele tal de Álvares...
e apartir daí passei a conhecer o dono do meu livro tão precioso de infância.
Livro, este, que ainda vive, meio sem capa, meio rabiscado, amarelinho pela ação do tempo, mas sempre ali, a minha espera.

Meus preferidos:

" Oh! não me odeies; não! eu te amo ainda,
Como do peito a aspiração infinda
Que me flui o viver
E como a nuvem de azulado incenso;
Como eu amo esse afeto único, imenso
Que me fará morrer!"



"Que me resta, meu Deus? aos meus suspiros
Nem geme a viração,
E dentro - no deserto do meu peito
Não dorme o coração! "


 

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