Voltar a sorrir.
Voltar a sonhar.
Voltar a sentir o frio na barriga do primeiro encontro.
Voltar a ver o brilho nos olhos, e sentí-los brilhar.
Voltar a sentir calor no corpo alheio, calor de desejo, calor no frio.
Voltar a sentir o coração acelerar, bater mais forte.
Voltar a sentir num beijo, simples beijo, as mil sensações que ele provoca, fazendo o outro ter a vontade do quero mais.
Voltar a sentir-se leve ao estar nos braços de alguém, de que o mundo sempre parece parar bem naquele momento para que voce o aproveite ao máximo, como se nunca terminasse.
Voltar a abraçar forte, quase sentindo cada parte do corpo do outro, tão forte e desejável de não querer se acabar, como se não se vissem há tempos, ou que fosse a última vez que poderiam estar assim.
Voltar a abrir sorrisos de orelha a orelha, como se mais nada do resto do mundo importasse.
Voltar a sentir uma flecha rasgando o peito, lançada, desta vez, por um cupido mais sensato. Um cupido que escolheu a dedo seus alvos.
Voltar a sentir novamente aquela sensação do apaixonar-se. Apaixonar-se pelo sorriso, pelo olhar... apaixonar-se pelo abraço, pelo jeito, pela voz, pelo beijo, por estar abrindo portas para a felicidade entrar...
Voltar a ver uma lua cheia, numa noite 13 e não lembrar do lobisomem,
mas de um lindo homem.
Bobamente sorrir sozinha, não pensar em outra coisa, lembrar daqueles olhos o tempo todo, dormir feliz.
13.09.2011

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