Tão inútil como biquíni no inverno, como meias de lã no
verão, como um grama de açúcar no mar. É assim que ela se sente.
Tão esquecida como jornal de ontem no canto da casa, como aquela bijuteria barata num porta-jóias perdido, como o que você almoçou no dia quatorze de fevereiro há cinco anos. É assim que ela se sente.
A privam da luz do dia, a privam da luz da lua. Ela não pode viver de dia porque sob esta luz tudo se vê, todos se vê tudo de todos se vê. Sob a luz da lua só a lua se vê, o resto só acontece...
Seus amigos não a vêem, não a sentem, não a ouvem, porque ela não existe. É uma boneca dotada de vida sem vida. De sentimentos que não podem acontecer, que ninguém pode ver. De sonhos que não podem ser sonhados, muito menos realizados.
É obrigada a viver presa em regras, cercada de paredes e grades. Respira porque há oxigênio e não há como tirá-lo daqui. Alimenta-se porque ao menos lhe oferecem o que comer se veste porque não a sociedade não permite que as pessoas exibam os seus corpos nus por ai, estuda por que, ao menos isto lhe permitiram escolher.
Sua vida se resume a uma palavra: anonimato.
Ninguém sabe que ela existe ninguém se interessa por ela, todos não se interessam por ninguém, eles tem coisas melhores para fazer.
Seu anonimato a perturba. MUITO!
Suas forças para sair desta prisão não são suficientes, e se forem, o que lhe falta é coragem.
Porque o mundo pode e ela não?
Ela nasceu com esta pergunta que ninguém, muito menos ela, sabe da resposta. Simplesmente não pode.
Se sente tão pura, porque é pura. Mas suja, do nada, ao mesmo tempo.
Não ser nada a incomoda. MUITO!
Viver presa. Presa numa rotina sem finalidades, presa numa existência sem fins, presa no nada em meio ao mundo.
É assim que ela se sente.
Tão esquecida como jornal de ontem no canto da casa, como aquela bijuteria barata num porta-jóias perdido, como o que você almoçou no dia quatorze de fevereiro há cinco anos. É assim que ela se sente.
A privam da luz do dia, a privam da luz da lua. Ela não pode viver de dia porque sob esta luz tudo se vê, todos se vê tudo de todos se vê. Sob a luz da lua só a lua se vê, o resto só acontece...
Seus amigos não a vêem, não a sentem, não a ouvem, porque ela não existe. É uma boneca dotada de vida sem vida. De sentimentos que não podem acontecer, que ninguém pode ver. De sonhos que não podem ser sonhados, muito menos realizados.
É obrigada a viver presa em regras, cercada de paredes e grades. Respira porque há oxigênio e não há como tirá-lo daqui. Alimenta-se porque ao menos lhe oferecem o que comer se veste porque não a sociedade não permite que as pessoas exibam os seus corpos nus por ai, estuda por que, ao menos isto lhe permitiram escolher.
Sua vida se resume a uma palavra: anonimato.
Ninguém sabe que ela existe ninguém se interessa por ela, todos não se interessam por ninguém, eles tem coisas melhores para fazer.
Seu anonimato a perturba. MUITO!
Suas forças para sair desta prisão não são suficientes, e se forem, o que lhe falta é coragem.
Porque o mundo pode e ela não?
Ela nasceu com esta pergunta que ninguém, muito menos ela, sabe da resposta. Simplesmente não pode.
Se sente tão pura, porque é pura. Mas suja, do nada, ao mesmo tempo.
Não ser nada a incomoda. MUITO!
Viver presa. Presa numa rotina sem finalidades, presa numa existência sem fins, presa no nada em meio ao mundo.
É assim que ela se sente.
16.08.2011

acredito q todos temos um pouco de anonimos, e quase sempre nos falta coregem pra lutar contra isso. todos somos acomodados.
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